Em depoimento a CPI do Futebol Antônio Américo critica desequilíbrio financeiro

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Nesta quarta-feira (28), no Anexo II do Senado Federal, foi realizada mais uma audiência pública da CPI do Futebol que é presidida pelo Senador Romário (PSB/RJ). Em função dos oito presidentes de Federações convidados, a audiência foi dividida em duas partes, com a participação de quatro presidentes em cada período.
O Senador Romário salientou que em função de ter quórum suficiente, não foram votados requerimentos que estavam previstos para esta sessão.O primeiro presidente de Federação à se manifestar foi Cesarino Oliveira Souza, presidente da Federação Piauiense de Futebol.
Ele afirmou que foram reativadas as divisões de base do futebol do Piauí e o futebol feminino em seu estado é muito forte. Também disse que a reativação das competições entre seleções estaduais é de fundamental importância.
Já o presidente da Federação Maranhense de Futebol, Antônio Lobato Gonçalves salientou que sua federação apoia as divisões de base de futebol e que o apoio financeiro da CBF é de fundamental importância para a sobrevivência de sua federação. Comentou também que caso o Sampaio Correia suba para a Série A, terá uma cota de R$ 16 milhões, mas o Flamengo recebe R$ 120 milhões, o que mostra um desequilíbrio muito grande.
O relator da CPI, Romero Juca, salientou a importância da presença de todos os presidentes de federações, que o esporte deve ser um instrumento de transformação social. e que se faz necessário a ajuda aos estados menos favorecidos, fazendo com que todos os estados tenham equipes se destacando no futebol brasileiro.
O Senador Romário pediu aos dirigentes para que enviem sugestões para melhoria do futebol brasileiro. Que os presidentes de federações façam suas sugestões esquecendo aqueles compromissos com a CBF. Que pensem no futebol brasileiro.
SEGUNDA ETAPA
A segunda parte da audiência foi iniciada com a palavra do Presidente da Federação do Acre, Antonio Aquino Lopes, que destacou a necessidade de procurar caminhos para arrumar o futebol brasileiro. Pediu para que os parlamentares criassem um projeto de lei obrigando que prefeituras construíssem campos de futebol nas periferias para dar oportunidade aos jovens de saírem das obras e ter o esporte como opção de lazer e entretenimento.
O presidente da Federação Paraense de Futebol, Antonio Carlos Nunes de Lima, destacou o apoio do Governo do Pará que é o patrocinador oficial das competições de seu estado. Que o banco do Pará patrocina os clubes e a televisão estatal de seu estado transmite o campeonato paraense; Que quatro campos de futebol estão em fase adiantada, eles que vieram do legado da Copa do Mundo.

 
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